HISTÓRIA
Presente no mercado desde 1984, a Camaquense não produz e comercializa somente botas. As selas para montarias são o seu carro-chefe. Criadas para atender à raça crioula, num trabalho conjunto com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), as selas - sete tipos diferentes - são referência em qualidade não só no estado, mas em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. "Todos os seis vencedores do último Freio de Ouro tinham as nossas selas", lembrou.
Quem assina a modelagem e a criação das selas é o marido de Patrícia, também sócio-proprietário, Cláudio Silveira. Para ela, o segredo do sucesso do seu produto está na confecção sob medida, quase artesanal, e na qualidade do acabamento. Parte do processo foi industrializado para ganhar agilidade e atender as demandas. "A sela precisa ser confortável não só para o ginete, mas para o cavalo. Por isso elas são feitas na enervação do animal", explicou. Interessados em obter mais informações sobre a correaria podem acessar o site www.camaquense.com.br.
Durante os quatro anos em que morou na capital paulista, para onde teve que mudar-se por conta da profissão de bancário, Cláudio Onor Silveira começou a perceber com mais clareza a força das tradições gaúchas. Na mesma época acompanhava a evolução e o crescimento da raça Crioula, que despontava na mídia por causa da vitória de Vilson Souza no Freio de Ouro. "Passei a dar um pouco mais de valor as coisas do nosso Rio Grande. Diferente de lá, onde tudo é moda, aqui a tradição tem expressão muito grande, o gaúcho é reconhecido em qualquer parte do mundo pela sua indumentária", recorda, lembrando que resolveu voltar aos pagos decidido a montar seu negócio próprio. Desta forma, estabeleceu-se em Pelotas, onde até hoje funciona a sede da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), dando início as atividades da Camaquense, que em março completou 25 anos. O nome, segundo ele, foi escolhido para criar uma identidade própria e também para homenagear a cidade onde nasceu, Camaquã. "Nos estruturamos para atender as necessidades de cada cliente e fomos mudando alguns conceitos a partir do momento em que passamos a fabricar arreios específicos para cavalo Crioulo. Foi uma mudança radical, pois na época se usavam apenas os bastos e nós começamos a introduzir uma sela com armação em madeira", recorda Silveira. A inspiração veio a partir da observação de um esporte praticado na Argentina, o jogo do pato. " Vi que aquela sela era muito firme e adaptei ao nosso estilo de montar, com o objetivo de proporcionar uma maior estabilidade em cima do animal durante as provas", prossegue o ex-bancário, ressaltando que nos últimos três anos todos os vencedores do Freio - Ouro, Prata e Bronze-, tanto dos machos quanto das fêmeas, usaram selas da sua marca. "Depois que criamos um conceito de qualidade em arreios, passamos a cuidar mais da nossa grife, ou seja, qualquer produto Camaquense teria o perfil do cavalo crioulo",reforça Silveira. Além da loja em Pelotas, com 24 funcionários e estrutura completa para a fabricação de toda a linha de produtos, desde os utensílios para cavalo até as bombachas, a correaria possui ainda uma unidade móvel com a qual ele percorre todo o rio grande do sul, bem como municípios catarinenses, paranaenses e paulistas, acompanhando o calendário de credenciadoras e classificatórias estipuladas pela ABCCC. "Só paro no carnaval e na época de páscoa", revela, contando que são em média, três viagens por mês. Silveira lembra com orgulho das gravações da minissérie A casa das Sete Mulheres, quando a Camaquense foi responsável pela confecção de toda a indumentária utilizada na trama dirigida pelo hoje crioulista Jaime Mojardim. "Alem do contato direto de atores como o Thiago Lacerda, isso fez com que nosso trabalho fosse conhecido em todo o Brasil"
Acesse http://www.camaquense.com.br/index.html
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